Thaísa Madeira

Minha primeira melhor amiga carioca! Thaísa morou a vida toda em Santa Cruz e se mudou para Copacabana quando entrou na Universidade. Desde o primeiro período estudamos jornalismo juntos, na PUC-Rio. No texto abaixo ela explica o processo de mudança (do subúrbio para a Zona Sul). Além disso fala sobre seu recente retorno para a Zona Oeste.

Vamos ao texto e à galeria de fotos:

De Santa Cruz para a Zona Sul.

Em 2010, resolvi sair da barra da saia dos meus pais e ir fazer faculdade longe de casa. Tudo bem que era na mesma cidade, mas para quem conhece o Rio de Janeiro, sabe o choque cultural que é viver a vida toda no bairro de Santa Cruz e, do nada, se deparar com uma grande Universidade na Gávea. Em 2011, realizei o sonho de começar os meus estudos na PUC-Rio e lá fui eu. Como Santa Cruz é um bairro longe, se não me engano o mais distante da cidade, me mudei para Copacabana, para casa de uma tia que morava em São Paulo e mantinha o apartamento fechado no bairro da princesinha do mar. Saí de um lugar onde eu era conhecida por todos como a filha do Madeira e da Aparecida, a irmã da Júlia, a neta do seu Elir para um bairro onde nem o porteiro sabia o meu nome. Isso foi, de fato, o que mais mexeu com a minha cabeça. Eu não era ninguém e isso me incomodava. Talvez por sempre ter sido conhecida, claro.

Mas as coisas não foram difíceis para mim. Em questões de Rio de Janeiro como cidade, claro. Como já disse, Santa Cruz pode até ser longe, mas está no Rio de Janeiro. Existe ônibus. Um pequeno shopping. Mas admito que parece com uma cidade do interior: não tem cinema, não tem teatro, não tem muitos prédios, no máximo 3. Predominam-se casas de arquitetura mais antiga. É um bom lugar para crescer. Minha infância foi maravilhosa, com brincadeiras de pique-esconde na rua, pique-bandeirinha, pau na lata. Bons tempos que foram fundamentais para me transformar no ser humano que sou hoje. Convivi com muita gente de classe média baixíssima e cresci vendo meu pai ajudar as pessoas. Tenho certeza que ele pode ganhar o dinheiro que for que não larga aquele bairro por nada. Diferente de mim, que não penso e nunca pensei em morar por lá. Mas confesso que sinto falta de algumas coisas, principalmente as contas sempre baratas – brincadeira…

Desde essa primeira oportunidade que tive de sair de lá, nunca mais voltei. Hoje, moro no Recreio dos Bandeirantes, trabalho no Projac, mas minha vida social permanece na Zona Sul. E quer saber? Não vejo a hora de voltar de vez para lá.

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